De gurus católicos, progres ou ortodoxos, libera nos Domine

Pe. Javier Olivera Ravasi — “Que No Te la Cuenten…” — 4.10.15 às 14:15 | Tradução: Airton Vieira — Há uns dias apenas que o Papa Francisco pôs novamente sobre o tapete o tema dos abusos sexuais de parte de sacerdotes. Fez muito bem em recordá-lo; concreto e firme. Hoje mesmo, em Infocatolica, temos esta asseveração; pois a verdade é a verdade.

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Ao mesmo tempo e por diferença de alguns meses, tivemos ocasião de ver alguns filmes referidos ao tema; nos referimos a “Obediência perfeita” (2014), onde se narra o caso do Pe. Maciel, “O caminho da cruz” (2014), filme alemão dedicado ao abuso de consciência de parte de um grupo católico e, finalmente, “O Bosque de Karadima” (2015), onde se analisam as acusações contra o sacerdote chileno homônimo.

As três películas narram –com base fictícia ou real- os casos que puderam dar-se em certas organizações católicas “conservadoras” ou de “boa doutrina”.

Não é nossa intenção aqui fazer, nem uma crítica cinematográfica[1] nem atacar o que alguns destes grupos tenham de bom, mas, simplesmente prevenir e refletir acerca do por que podem dar-se estes casos de má praxe inclusive em seus membros mais proeminentes (fundadores ou superiores “ortodoxos”).

E não faz falta pôr nomes; pode ser o caso do Pe. Fulano, Sicrano ou Beltrano, pois não se trata de uma pessoa, mas de um padrão; um padrão que aqui batizaremos como “o guru católico”, isto é, o líder carismático que, por seu modo de ser, “arrastra” muitas almas ao catolicismo militante e comprometido.

Sabemos que os gurus existem em qualquer lugar: no âmbito político, empresarial, militar, e também –portanto- no eclesiástico. E são excelentes quando, usando os dons que o Senhor lhes deu, os aproveitam para o fim que Deus o propôs, tentando realizar obras grandes e não buscando a própria glória, mas a de Quem a merece: Deus.

Mas o caso do guru católico é singular pois pode ser uma arma de dois gumes. Por quê? Porque se bem se aplaudirão seus logros e conquistas, quando cometa um erro grande –incluso no caso de faltas objetivamente graves- se não logrou retificar sua intenção, a “estrutura” montada por ele, talvez faça ouvidos surdos às críticas e denúncias, vendo somente calúnias e conspirações que só tentam destruir a “obra”.

É esto e não outra coisa o que passou –para pôr só um exemplo- com os casos dos padres Maciel e Karadima:

– “Nos atacam porque temos muitas vocações”

– “Nos atacam porque somos bons e porque odeiam a ortodoxia” -diziam.

E isto não só era dito pelos acusados, mas pelo núcleo mais íntimo de seus colaboradores. Isto é, tudo se reduzia a uma refutação ad hominem (“contra o homem”): “Vejam quem ataca e verão se é verdade!” –em vez de analisar os fatos.

É que a estrutura ideológica montada pelo guru impede amiúde ver o monte, caindo assim em um sistema de auto-confirmação ideológica onde “a estrutura de interpretação da realidade” preveem as respostas incluso quando a “teoria” e o “sistema” possam falhar.

Ponhamos um exemplo, que se non è vero, è ben trovato. No filme sobre o padre chileno, um jovem “caipira”, embelezado pela obra e a pessoa do guru, entra para formar parte de seus mais íntimos seguidores. Já dentro, por diversos e lentos processos de manipulação, que vão desde a dependência espiritual e intelectual à afetiva, termina caindo dentro do “círculo” dos mais próximos e, finalmente, abusados… Não é, a princípio, um abuso grotesco; é lento; quase imperceptível, mas suficiente para que a vítima, se sinta presa de um segredo; um segredo que só ele e seu abusador sabem. É o seguinte: “algo já sucedeu entre nós”; não é só um tema sexual; é um caso de poder: “você sabe que eu sei o que fizemos”. E isto é o mais duro: a vítima começa a sentir-se até culpável do sucedido. “Como isto se passou? Se ele é um santinho!” – pensa o protagonista deste filme.

A vítima se “sente culpável”; não se anima a falar. Por um lado, porque pensa que não vão crê-lo e até chega a “auto-convencer-se” de que o que viveu não foi real.

Se sente “mal agradecido”: viveu ao lado do guru, gozou de seus benefícios e agora… vai traí-lo? Não costuma ser fácil distinguir a conivência (que é um vício) da lealdade (que é uma virtude), menos ainda quando media certa manipulação dos “maiores”.

Além disso, foi explicado ao acossado que, se desse a conhecer estas imoralidades estaria se “difamando” injustamente e, portanto, causando dano ao bem comum entendido este quantitativa e hegelianamente: “haveria menos vocações, menos colégios, menos obras de caridade! Dariam de comer pasto às feras progressistas!”, etc., esquecendo que, o bem comum, é esse conjunto de condições que permitem ao homem alcançar uma vida virtuosa (neste caso, a vida virtuosa da alma consagrada a Deus nessa instituição).

Mas o guru não atua só: no “círculo” dos colaboradores do guru, há de tudo: desde coniventes que, sob capa de obediência repetem uma “história oficial” até alguns que, sob capa de bem, optam por silenciar –ou simplesmente negar e fazer negar- a realidade. É ali, nesse tipo de grupos onde a obediência ainda significa algo, onde poderá abusar-se dela chamando ao silêncio por meio dos oficiais intermediários e dizendo aquilo de Voltaire a seus camaradas: “À menor crítica, à menor resposta, mesmo a mais moderada e cortês, há que gritar ‘calúnia, injúria, sátira atroz’, tratando os adversários de patifes, fugitivos do cárcere, hipócritas, loucos”.

O guru, por sua parte, nega sempre os fatos; sua consciência se fez cada vez mais e mais laxa; ele se encontra “mais além do bem e do mal” e não considera o seu como algo grave; em realidade é uma piada. Quando a cosa ainda não passou a maiores, suas indecências serão “mostras de afeto”, demonstrações “carinhosas”, etc.

Como se sai ou se escapa destes círculos? A vítima só logra sair com um grande esforço moral e psicológico. E só graças a que Deus, ou ele mesmo faz o que Santo Inácio aconselha em una das famosas regras de discernimento: falar. Ele talvez o saiba teoricamente, mas ainda não o pôs em prática:

“(O inimigo do homem) se faz como vão enamorado em querer ser segredo e não descoberto. Porque, assim como o homem vão, que, tentando o mal, buscando uma filha de um bom padre ou uma mulher de bom marido, quer que suas palavras e suas ações sejam secretas; e o contrário lhe desloca muito, quando a filha ao pai ou a mulher ao marido descobre suas vãs palavras e intenção depravada, porque facilmente colige que não poderá sair com a empresa começada: da mesma maneira, quando o inimigo de natura humana traz suas astúcias e persuasões à anima justa, quer e deseja que sejam recebidas e tidas em segredo; mas quando as descobre a seu bom confessor, ou a outra pessoa espiritual que conheça seus enganos e malícias, muito lhe pesa; porque colige que não poderá sair com sua malícia começada, em ser descobertos seus enganos manifestos” (Livro dos Exercícios Espirituais, nº 326).

No princípio era o Logos, a Palavra; e aqui também. Há que falar.

Para quem sirva e com a intenção de ir ao mercado, como dizia Platão, damos aqui alguns tipos que talvez possam ajudar a descobrir casos de guruísmo católico (ou pseudo-católico):

a — A manipulação das consciências: o guru e seus seguidores mais próximos impedem consultar a alguém alheio ao “grupo” pois “não entenderá”. “Não é dos nossos”… e isto poderá suceder inclusive com algum antigo e prudente diretor espiritual “externo” à obra. A alma só deve abrir-se com alguém de “dentro”.

b — Deformação da virtude da obediência: ainda que o olho do indivíduo veja “negro”, se o superior diz “branco”, é porque é “branco”. Alguns poderiam dizer que ao entrar neste tipo de agrupamentos se faz um “pacto de aliança” com Deus e com os irmãos, mediante o qual se renuncia, de certo modo e de maneira antecipada às próprias visões e avaliações “em relação aos contingentes singulares quando não concordem com as do superior”, inclusive quando foram “melhores que as do mesmo” (justo o contrário do que opinará o grande Castellani a respeito).

c — Clara desordem no desejo de “ser aceito” pelo grupo: há que “ser querido, não tolerado”; quem esteja na obra, não quererá ser relegado ou que se diga que ele “anda mal”…, “algo lhe sucede”, etc.

E estes são só alguns tipos, de vários mais.

Resta, por último, ver como nestes casos, ou seja, em casos de grupos católicos de aparentemente boa doutrina possam dar-se casos de má praxe; como pode suceder isto em movimentos onde muitos de seus membros buscam a santidade com radicalidade e a exaltação da Igreja. Em outras palavras, pode um grupo fundado por um guru abusador dar frutos apostólicos e de santidade?

Cremos que sim; e isto, em parte, graças a ele mas também apesar dele.

Se cremos que pelo fruto se conhece a árvore, sabemos que Deus pode utilizar elementos deficientes para fazer suas obras. Se assim o fez com Sansão, que com uma só queixada de burro matou milhares de filisteus, quanto mais poderia fazer com um burro inteiro? Porque a obra de Deus é uma coisa e o guru católico, outra. Por isso ninguém deveria ver-se desalentado ante tais circunstâncias, mas pelo contrário: deveria alguém comprometer-se ainda com maior coerência e radicalidade na causa de Deus e do Evangelho.

Vamos concluindo então com uma pergunta e duas respostas, a saber: por que Deus escolheu este tipo de pessoas e por que a Igreja aprovou suas instituições? Parece ser um mistério sem resposta. No entanto, podem se ter em conta duas coisas. A primeira é que Deus se empenha em fazer o bem ainda com elementos deficientes: não pode ser de outra maneira, porque em virtude de nossa natureza caída deve operar tanto com nossas excelências como com nossas imundices. Além deste modo, fica ainda mais que claro que as obras apostólicas não procedem da capacidade e gênio dos homens como dEle mesmo. Assim o fez Jesus Cristo, ao escolher vários pescadores e homens simples entre seus apóstolos.

A segunda é que, a Igreja, ao aprovar uma obra (a Legião, a “Pia União Sacerdotal”, etc.), não eleva aos altares seus fundadores, mas simplesmente declara que o modo de vida regulado em seus regulamentos e constituições, é compatível com o Evangelho. A Igreja aprova a obra, não ao operante.

Mas… Por que permitiria inclusive que os “progres” se aproveitem disso para atacar as obras boas dos grupos aparentemente ortodoxos? A pergunta vale; e vale tanto como perguntar-se porque permite o mal. A resposta sem dúvida é um mistério; sabemos não obstante que Deus respeita a liberdade do homem (inclusive a de quem obra mal) pois, sem ela, não teríamos mérito ao obrar bem, nem culpa ao fazer o mal. O que não poderá deixar de “permitir”, em sua infinita justiça, é a inexorabilidade do prêmio e do castigo, nem tampouco o derramar sua infinita misericórdia sobre as vítimas.

E a nós nos permitirá não só uma purificação passiva da Fé, como lhe chamava São João da Cruz, como também de prevenção e de alerta contra este tipo de pessoas.

Por amarga a verdade devo tirá-la da boca.

De gurus católicos, progres ou ortodoxos, libera nos Domine.

Que não te enganem…

Pe. Javier Olivera Ravasi

Nota

 [1] Dentre as três películas, só diremos quanto a avaliação crítica, que “O caminho da cruz” nos pareceu a melhor lograda, tanto pelo conteúdo como pela psicologia dos personagens. As outras duas são mais bem frouxas e tendenciosas.

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Fonte: http://www.quenotelacuenten.org/2015/10/04/los-abusos-sexuales-de-los-buenos/

Abusos sexuais dos “bons”

Uma ideia sobre “Abusos sexuais dos “bons”

  • 20 de maio de 2017 em 20:02
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    O homossexualismo na visão dos Santos e Doutores da Igreja.
    Os Padres, Santos e Doutores da Igreja sempre condenaram a homossexualidade nas suas obras.
    SÃO JUSTINO, MÁRTIR (100-165)
    São Justino, mártir e apologista cristão, nasceu em Flavia Neapolis e converteu-se ao cristianismo por volta do ano130. Ensinou e defendeu a religião cristã na Ásia Menor e em Roma, onde sofreu o martírio.
    Na sua Primeira Apologia, dirigida ao imperador Tito, São Justino explica os mistérios cristãos e da racionalidade da doutrina católica. Ele também aponta o absurdo paganismo e a imoralidade dos gregos e romanos:
    “Porque vemos que quase todos que são expostos (não só as raparigas, mas também os homens) são trazidos para a prostituição. E como os antigos dizem ter criado rebanhos de cavalos bois ou cabras ou ovelhas, ou de pasto, agora nós vemo-los criar filhos apenas para essa vergonhosa utilização e para esse tipo de poluição. Uma multidão de fêmeas e hermafroditas, e aqueles que cometem INIQUIDADES ABOMINÁVEIS são encontrados em todas as nações. E quem recebe aluguer destes, os direitos e impostos a partir deles, deve ser eliminado do seu reino.
    E alguém que use essas pessoas, além dos ateus que mantêm relações infames e impuros, pode eventualmente ter relações sexuais com seu próprio filho, ou parente, ou irmão. E há alguns que até mesmo prostituem os seus próprios filhos e esposas, e alguns são abertamente mutilado com a finalidade de sodomia”.
    * * *
    SANTO IRENEU DE LIÃO (130-202)
    Santo Irineu nasceu em Esmirna, na Ásia Menor, onde ele conheceu o bispo São Policarpo, discípulo do Apóstolo São João. Saindo da Ásia Menor para Roma, Santo Irineu juntou-se à Escola de S. Justino Mártir antes de se tornar Bispo de Lyon no sul da Gália. Os escritos mais conhecidos de Santo Irineu são “Contra as Heresias” e “Prova da Pregação Apostólica”, em que ele refutou gnosticismo.
    “Além dessa blasfémia contra Deus, ele [Marcion], falando com a boca do diabo, disse em DIRECTA OPOSIÇÃO COM A VERDADE, que ele e aqueles que são como ele, os sodomitas, os egípcios, todas as nações que praticaram todos os tipos de abominação, foram salvos pelo Senhor.”
    * * *
    ATENÁGORAS DE ATENAS (2 º século)
    Atenágoras de Atenas foi um filósofo que se converteu ao cristianismo no segundo século. Atenágoras escreveu o seu fundamento para os cristãos ao imperador Marco Aurélio em torno de 177. Ele defendeu os cristãos, a quem os pagãos tinham acusado de imoralidade. Em seguida, ele mostra que os pagãos, que eram totalmente imorais, nem sequer se abstém dos pecados contra a natureza.
    “Para aqueles que criaram um mercado para fornicação e estabeleceram recursos para a infâmia e todo o tipo de vil prazer, que não se conseguem abster até mesmo de homens, homens com homens cometendo ABOMINAÇÕES CHOCANTES, insultando todos os mais nobres princípios e insultando de modo desonroso toda a obra justa de Deus.”
    * * *
    SÃO JERÓNIMO (340-420)
    São Jerónimo é Padre e Doutor da Igreja.
    Ele também foi um exegeta notável e grande polemista. No seu livro “Contra Jovinianus”, ele explica como um sodomita necessita de arrependimento e penitência para ser salvos:
    “E Sodoma e Gomorra poderiam ter apaziguado a ira de Deus, SE ESTIVESSEM DISPOSTAS A SE ARREPENDEREM, com a ajuda de jejum para ganhar as lágrimas do seu arrependimento.”
    * * *
    SÃO JOÃO CRISÓSTOMO (347-407)
    São João Crisóstomo é considerado o maior dos Padres gregos e foi proclamado Doutor da Igreja. A ele foi-lhe dado o título de “Crisóstomo” (“boca de ouro”), por causa d sua grande capacidade oratória e sermões. Ele foi arcebispo e Patriarca de Constantinopla, e a sua revisão do grego na liturgia é usado até hoje.
    “Mas se tu aprendeste e ouviste falar do Inferno e acreditas que não é fogo, lembra-te de Sodoma. Pois vimos, e com certeza continuamos a ver até mesmo na vida presente, uma aparência do Inferno. Quando muitos negam totalmente as coisas que virão depois desta vida, negam ouvir falar do fogo inextinguível, Deus traz à mente as coisas presentes. Por isso foi calcinada Sodoma. Pensa em como é grande o pecado, para ter forçado o Inferno a aparecer mesmo antes do seu tempo! Onde a chuva era incomum, porque a relação sexual era contráriaà natureza, ela inundou a terra, tal como a luxúria havia feito com as suas almas. Por isso também a chuva era o oposto da chuva habitual. Agora não só ela não mexe no ventre da terra para a produção de frutos, mas tornou ainda inútil para a recepção das sementes. Foi também assim a relação dos homens entre homens, fazendo um corpo desta espécie mais inútil do que a própria terra de Sodoma.”
    ***
    SÃO PAULO.
    Nos seus sermões sobre São Paulo na Epístola aos Romanos, ele mora na extrema gravidade do pecado do homossexualismo:
    “Mas se tu aprendeste e OUVISTE FALAR DO INFERNO E ACREDITAS QUE NÃO É FOGO, lembra-te de Sodoma. Pois vimos, e com certeza continuamos a ver até mesmo na vida presente, uma aparência do Inferno. Quando muitos negam totalmente as coisas que virão depois desta vida, negam ouvir falar do fogo inextinguível, Deus traz à mente as coisas presentes. Por isso foi calcinada Sodoma. Pensa em COMO É GRANDE O PECADO, para ter forçado o Inferno a aparecer mesmo antes do seu tempo! Onde a chuva era incomum, porque a relação sexual era contráriaà natureza, ela inundou a terra, tal como a luxúria havia feito com as suas almas. Por isso também a chuva era o oposto da chuva habitual. Agora não só ela não mexe no ventre da terra para a produção de frutos, mas tornou ainda inútil para a recepção das sementes. Foi também assim a relação dos homens entre homens, fazendo um corpo desta espécie mais inútil do que a própria terra de Sodoma.”
    * * *
    SANTO AGOSTINHO (354-430)
    O maior dos Padres do Ocidente e um dos grandes Doutores da Igreja, estabeleceu as bases da teologia católica. Nas suas “Confissões”, assim ele condena, com a Igreja, a prática homossexualidade.
    “As infracções contrárias à natureza são em toda parte e em todas as vezes que se realizaram foram punidas. Tais foram as dos sodomitas. Todos eles deverão ser culpados do mesmo crime pela Lei Divina. Pois a relação que deve haver entre Deus e nós, é violado, quando a natureza, da qual Ele é o autor, É POLUÍDA PELA PERVERSIDADE DA LUXÚRIA.”
    Santo Agostinho, em sua célebre obra “Confissões”, nestes termos condena a homossexualidade:
    “Aquelas ofensas que são contrárias à natureza devem ser detestadas e punidas em todo o tempo e lugar. Assim aconteceu com os sodomitas, e todas as nações que as cometerem deveriam ser igualmente culpadas do mesmo crime ante a lei divina, pois Deus não fez os homens de tal modo que possam abusar um do outro daquele modo. Pois a amizade que deve existir entre Deus e nós é violada quando a própria natureza da qual Ele é autor é poluída pela perversão da luxúria”.
    (Santo Agostinho, Confissões, Livro II, Cap. 8, n° 15).
    * * *
    SANTA CATARINA DE SENA (1347-1380)
    Santa Catarina, uma grande mística e Doutora da Igreja viveu em tempos difíceis. O Papado estava no exílio em Avignon, na França. Ela foi fundamental para trazer de volta os Papas para Roma. Os seus “Diálogos com Deus” são escritos famosos.
    “Esses desgraçados não só são frágeis na sua natureza, mas pior, cometendo o PECADO MALDITO CONTRA A NATUREZA e, como cegos e tolos, com a luz do seu intelecto escurecida, eles não sabem o mau cheiro e da miséria em que se encontram. Não só este pecado cheira mal diante de Mim, que sou o Supremo e Eterna Verdade, mas realmente DESAGRADA-ME MUITO. Não só a Mim, MAS AOS PRÓPRIOS DEMÓNIOS. Não é que o mal lhes desagrada, porque eles não gostam de nada que seja bom, mas porque a sua natureza foi originalmente angelical, e sua natureza angelical faz com que eles se afastem quando este grande pecado é cometido.”
    (Santa Catarina de Siena, The Dialogue of the Seraphic Virgin (Londres: Burns, Oates e Washbourne, Ltd., 1925), p. 255.
    * * *
    SÃO BERNARDINO DE SIENA (1380-1444)
    São Bernardino de Siena era um pregador famoso, conhecido pela sua doutrina e santidade.
    Quanto à homossexualidade, afirma:
    “Nenhum pecado no mundo amarra a alma como a MALDITA SODOMIA, o pecado que sempre foi detestado por todos aqueles que vivem segundo Deus. Uma paixão desordenada, próxima da loucura, que perturba o vice intelecto, destrói elevação e generosidade da alma, faz do preguiçoso uma pessoa irascível, teimoso e obstinado, servil e macio e incapaz de qualquer coisa. Além disso, agitada por um desejo insaciável por prazer, A PESSOA SODOMITA NÃO SEGUE A RAZÃO, MAS O INSTINTO. Eles tornam-se cegos e, quando os seus pensamentos deve subir para coisas altas e grandes, eles são frívolos e reduzidos para as coisas vis, inúteis e podres, que nunca poderia fazê-los felizes. Assim como as pessoas participam da glória de Deus em diferentes graus, de igual modo também NO INFERNO ALGUNS SOFREM MAIS QUE OUTROS. Quem vive com esse vício de sodomia sofre mais do que outra, porque este é maior pecado.”
    * * *
    SÃO PEDRO CANÍSIO (1521-1597)
    São Pedro Canísio, jesuíta e doutor da Igreja, é responsável por ajudar um terço da Alemanha abandonar o Luteranismo e retornar para a Igreja Católica.
    “Como diz a Sagrada Escritura, os SODOMITAS SEMPRE FORAM EXTREMAMENTE PERVERSOS E PECAMINOSOS. São Pedro e São Paulo condenaram sempre o pecado nefando e depravado. Na verdade, a Escritura denuncia essa indecência enorme (…) Aqueles que deviam ter vergonha de violar a lei divina e a lei natural são ESCRAVOS DA MAIS PERVERSA DEPRAVAÇÃO.”
    ***
    SÃO TOMÁS DE AQUINO.
    O grande Santo Tomás de Aquino, referindo-se a essas palavras do Apóstolo, mostra a gravidade de tal pecado antinatural:
    “Se todos os pecados da carne merecem condenação, pois através deles o homem se deixa dominar pelo que tem da natureza animal, muito mais merecem condenação os pecados contra a natureza, pelos quais o homem degrada sua própria natureza animal. […] O homem peca contra a natureza quando contraria a natureza do seu gênero, isto é, a sua natureza animal. Ora, é evidente que, de acordo com a ordem natural, a união dos sexos entre os animais é orientada para a concepção. Disso se segue que todo ato sexual que não pode conduzir à concepção é oposto à natureza animal do homem”.
    (São Tomás de Aquino, Super Epistolam B. Pauli ad

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