A lógica do “príncipe deste mundo” é simples: se o céu não existe, não existe inferno; se o inferno não existe, então não há pecado; se não há pecado, então não há nenhum juiz, e se não há julgamento, então o mal é bom e o bem é o mal
Em 1948, o bispo Futon J. Sheen traçou-nos um endereço quase profético onde ele antecipa com precisão a sua visão da crise iminente na Igreja.

Bispo Fulton J. Sheen – SSPX Distrito EUA | Tradução: Sensus Fidei – Deus definiu-se como “Eu sou quem sou” e Satanás como “Eu sou quem não sou”. Em nenhum lugar na Sagrada Escritura encontramos abono para o mito popular do diabo como o primeiro bufão vestido de “vermelho”. Pelo contrário, ele é descrito como um anjo caído do céu e como “o Príncipe deste mundo” cujo negócio é dizer-nos que outro mundo não existe. A sua lógica é simples: se o céu não existe, não existe inferno; se o inferno não existe, então não há pecado; se não há pecado, então não há nenhum juiz, e se não há julgamento, então o mal é bom e o bem é o mal.

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Mas acima de todas essas descrições, Nosso Senhor nos diz que ele [o demônio] será muito semelhante a Si mesmo, que ele enganaria até mesmo os eleitos – e, certamente, não o diabo que já vimos nos livros ilustrados poderia enganar até mesmo os eleitos. Como, então, ele virá nesta nova era para angariar seguidores para a sua religião?

Ele virá disfarçado como o Grande Humanitário; ele falará de paz, prosperidade e abundância, não como meio de nos conduzir a Deus, mas, como fins em si mesmos; ele escreverá livros sobre a nova ideia de Deus que se adequará ao modo como as pessoas vivem; induzirá a fé na astrologia a fim de fazer, não a vontade, mas as estrelas, as responsáveis pelos pecados; ele explicará a culpa afastando-a psicologicamente como erotismo inibido, fará homens sentirem-se envergonhados se seus companheiros lhes dizem que não têm mente aberta e liberal; ele será tão liberal e identificará a tolerância com a indiferença, o certo e o errado, a verdade e o erro; ele espalhará a mentira de que os homens nunca serão melhores até que eles mesmos tornem a sociedade melhor e assim obter o egoísmo necessário para fornecer o combustível para a próxima revolução; ele fomentará a ciência, mas apenas para que os fabricantes de armamentos usem a maravilha da ciência para destruir o outro.

Ele promoverá mais divórcios sob o disfarce de que outro parceiro é “vital”; ele aumentará o amor pelo amor e diminuirá o amor pela pessoa; invocará a religião para destruir a religião; ele mesmo falará de Cristo e dirá que Ele [Jesus] foi o maior homem que já viveu; sua missão, ele dirá, será libertar os homens das servidões da superstição e do fascismo, que ele nunca definirá; ele organizará jogos para crianças, dirá às pessoas quem deve e quem não deve casar e descasar, quem deverá ter filhos e quem não deverá; ele, benevolentemente, atirará barras de chocolate de seus bolsos para os pequenos e garrafas de leite para os hotentotes.

Ele tentará os cristãos com as mesmas três tentações com as quais tentou Cristo: A tentação de transformar pedras em pão, como um Messias terreno, tornar-se-á a tentação de vender a liberdade por segurança, e como o pão terá se tornado uma arma política, somente aqueles que pensam de seu jeito poderão comer.

Ele não quer nenhuma proclamação de princípios imutáveis das elevadas alturas de uma Igreja, mas uma organização de massa através da propaganda, onde apenas um homem comum dirige as idiossincrasias dos homens comuns. Opiniões, não verdades, comentaristas, não professores, pesquisas Gallup, não princípios, natureza, não graça – e para adorarem estes bezerros de ouro os homens se afastarão de seu Cristo.

A terceira tentação, em que Satanás pede a Cristo para que o adore em troca de que todos os reinos do mundo seriam dele, tornar-se-á a tentação de se ter uma nova religião sem cruz, uma liturgia sem um mundo por vir, uma cidade do homem sem uma cidade de Deus, uma religião para invocar uma religião, ou uma política que será uma única religião – que fornecerão a César as coisas que são de Deus.

Em meio a todo o seu aparente amor pela humanidade e à sua eloquente fala de liberdade e igualdade, ele terá um grande segredo que não contará a ninguém; ele não acreditará em Deus. Porque a sua religião será a fraternidade sem a paternidade de Deus, ele enganará até mesmo os eleitos.

Fonte: Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West, 1948.

Publicado em: SSPX, Distrito EUA – Bishop Sheen: The Sign of the Times

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Uma ideia sobre “Bispo Sheen: O Sinal dos Tempos – O Comunismo e a Consciência do Ocidente

  • 3 de abril de 2017 em 00:27
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    Incrível, esta acontecendo.

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