“Quem se declara neutro entre a verdade e o erro, na realidade se coloca a favor de todos os erros contra a única verdade. Tal a posição do laicismo em face da Igreja verdadeira”

Pe. Daniel Leroux (*): Por que existem países declaradamente muçulmanos, mas não há mais nenhum país que se declare católico em suas constituições?

Pois bem, havia sim até há algumas décadas.

O que aconteceu?

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A resposta vamos encontrar na década de 1960, no famoso e malfadado concílio Vaticano II.

Entre as malfadadas reformas que ainda estão sendo aplicadas e que continuam a demolir a Igreja católica, esta a liberdade religiosa, que foi defendida com unhas e dentes por diversos clérigos progressistas, entre eles o arcebispo de Cracóvia Karol Wojtyla, futuro Papa João Paulo II.

O que vem a ser essa liberdade religiosa?

Em poucas palavras, a Igreja decidiu que a consciência de cada pessoa seria capaz de encontrar a Deus, que até mesmo o ateísmo é uma forma de buscar Deus. Abandonaram as missões, a Igreja não mais buscou converter os não-católicos. Havia missões em reservas indígenas, e para convencer os padres conciliares, uma das palavras talismãs foi “colonialismo”, entre outras. A Igreja católica se afastou, em seu lugar entraram as igrejas evangélicas, e hoje em dia, grande parte dos povos indígenas seguem essas denominações religiosas, algumas que lhes infundem verdadeiro ódio pelos católicos. Pior foi o comunismo, que assumiu o lugar da Igreja em diversos países da América Latina e África, após o fim das missões. Fim das missões eu digo, com a finalidade de levar o evangelho a esses povos. Existem missões ainda, mas hoje são apenas obras assistenciais como hospitais e escolas.

Na época do concílio, a liberdade religiosa era inaceitável, porque muitos países eram ainda católicos em suas constituições. Porque mudaram?

Porque o próprio Vaticano pediu o fim das concordatas, e assim abriu caminho para os comunistas e ateus que fazem a festa até hoje. Vejamos:

1973: após um assédio de dois anos, a Colômbia atende o pedido do Vaticano e torna-se um país ateu.
1974: o cantão de Valais, na Suíça faz o mesmo, a pedido da Igreja.
1975: fim da concordata com Portugal.
1976: fim da concordata com a Espanha.
1980 : fim da concordata com o Peru.
1984 : a vez da Itália, a concordata de Latrão é modificada.

Isso tudo faz parte da história, não é julgamento. Assim a igreja do concílio se fez neutra, não mais condenaria nada, nem mesmo os erros do marxismo e da maçonaria.

“Quem se declara neutro entre a verdade e o erro, na realidade se coloca a favor de todos os erros contra a única verdade. Tal a posição do laicismo em face da Igreja verdadeira”

Quando hoje vemos aqueles velhos cardeais choramingando sobre o secularismo da sociedade, poucas pessoas talvez saibam que a culpa disso é deles mesmos. Ao pedir que os estados católicos retirassem Jesus Cristo de suas constituições,abriram caminho para a Nova Ordem Mundial, o comunismo e o islã.

“Em vez de prevenir os católicos para o Castigo anunciado por Nossa Senhora em Fátima, o Concílio Vaticano II propôs estabelecer boas relações entre a Igreja e o mundo moderno”

A mensagem de Fátima, está dito: “A palavra-chave desta parte do ‘segredo’ é o tríplice grito: ‘Penitência, Penitência, Penitência!’ Volta-nos ao pensamento o início do Evangelho: ‘Paenitemini et credite evangelio’ (Mc 1,15). Perceber os sinais do tempo significa compreender a urgência da penitência, da conversão, da fé. Tal é a resposta justa a uma época histórica caracterizada por grandes perigos, que serão delineados nas sucessivas imagens. […] O anjo com a espada de fogo à esquerda da Mãe de Deus lembra imagens análogas do Apocalipse: ele representa a ameaça do juízo que pende sobre o mundo. A possibilidade que este acabe reduzido a cinzas num mar de chamas, hoje já não aparece de forma alguma como pura fantasia: o próprio homem preparou, com suas invenções, a espada de fogo” (A Mensagem de Fátima, p. 39).

A conclusão é clara: o mundo de nossos dias — o mundo moderno — está posto diante da seguinte alternativa:

a) ou ele se converte, e tal conversão implica abandonar os falsos princípios sobre os quais está constituído, e assim deixar de ser laico, ateu…, “moderno”;
b) ou não se converte, e será reduzido a ruínas pelo fogo.

Na segunda hipótese, sobre suas ruínas se levantará uma civilização nova, que São Luís Maria Grignion de Montfort nomeava como o Reino de Maria (Tratado da verdadeira devoção, n° 217) — em perfeita consonância com a Mensagem de Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará” (2° Segredo).

(*) Contribuição de nosso leitor Marcelino Pachuczki, do seu comentário ao artigo: Só a religião verdadeira tem direitos

Fonte: Pedro, tu me amas? De Daniel Leroux. Cf. Livraria Santa Cruz.

Por que existem países declaradamente muçulmanos, mas não há mais nenhum país que se declare católico em suas constituições?

2 ideias sobre “Por que existem países declaradamente muçulmanos, mas não há mais nenhum país que se declare católico em suas constituições?

  • 29 de maio de 2017 em 22:39
    Permalink

    Malta ainda não é um País constitucionalmente Católico?

    Resposta
  • 6 de janeiro de 2017 em 15:38
    Permalink

    Excelente comentário Sr. Marcelino. Lamentáveis fatos e profecia. Que Nosso Senhor e a Mãe nos guarde.

    Resposta

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