Gritos de ‘Alá é grande’ nas imediações da igreja mais antiga de Dortmund, incidentes e presença policial… A grande notícia é que não tenha sido notícia: isso diz mais do estado da Europa que cem capas nos periódicos mais prestigiosos do continente

Nota do tradutor: Ontem falávamos, ao traduzir a matéria sobre um incidente na Áustria envolvendo uma senhora cristã e um muçulmano, em um centro de refugiados, que o emblemático fato era a “ponta do iceberg”. Vemos por esta outra notícia que, não só a “ponta” já não é mais tão pequena como seus efeitos já se fazem sentir em diversas “embarcações”. O que, do conjunto, seja talvez a maior causa de indignação é o cinismo de uns guiando a (por demais) ignorância de outros. Neste e em muitos atos hodiernos já se faz nítida a cegueira e completa deturpação da realidade. Parece que os anjos nos cegaram e poucos, cada vez menos, são os que ainda conseguem ver a porta de saída.

Carlos Esteban/ La Gaceta | Tradução Frei Zaqueu – 5 janeiro, 2017: A primeira vez, o ano passado, Governo, polícia e grandes meios se conjuraram na Alemanha em uma intensão de ocultar que, durante as celebrações de rua de Véspera de Ano Novo em várias grandes cidades do país, tinham sido cometidos centenas de delitos sexuais protagonizados pelos recém chegados -os supostos ‘refugiados’ procedentes do Oriente Médio e da Alemanha que tão amavelmente havia convidado Ângela Merkel a instalar-se na Alemanha- e sofridos por mulheres nativas. Só a insistência de inumeráveis testemunhas nas redes sociais obrigou a imprensa e polícia, dias depois, a reconhecer o deslize e pedir perdão.

RELACIONADOS

Imigrações massivas, Papa Francisco, ONU e obediências maçônicas europeias

Por que existem países declaradamente muçulmanos, mas não há mais nenhum país que se declare católico em suas constituições?

O que vem depois da Democracia?

Este ano não fez falta nenhuma censura ou complô: informou, o meio que o fez, como an passant e com certa indiferença, sem semear a universal indignação do ano passado. Como queria o primeiro ministro francês, Manuel Valls, com o terrorismo, a Europa parece estar crendo na ideia de que esta explosão de assaltos sexuais por parte dos imigrantes recentes é ‘a nova normalidade’, uma tradição a mais destas entranháveis festas.

Falando da França, a notícia oficial sobre a noite foi que “transcorreu sem incidentes dignos de menção” (Ministério dol Interior: “La nuit de la Saint-Sylvestre s’est déroulée sans incident majeur”), uma forma que há pouco soaria irônica para descrever uma madrugada na que se queimaram mais de mil carros e se detiveram 454 pessoas, apesar de uma presença militar -100.000 soldados nas ruas- própria de um país ocupado.

Mas o prato forte da noite se serviu na Alemanha e em sua vizinha Áustria, em que pese os precedentes e o estado de alerta das autoridades.  Em Viena, a cidade que se decantou pelo pró-imigracionista Alexander van Bellen na recente repetição das eleições presidenciais, os serviços de emergência se viram colapsados por chamadas de todo o país informando de numerosos assaltos sexuais cometidos, em repetida descrição, por homens de cor escura e frequentemente barbados.

A celebração mais animada se deu na cidade alemã de Dortmund, onde, relata Breitbart uma multidão de mais de uma centena de homens, ao repetido grito de “Alahu Akbar!”, lançaram foguetes de pirotecnia à polícia e queimaram o teto da igreja mais antiga da Alemanha, São Reinaldo. Uma vez mais, a noite foi descrita como “tranquila” no informe policial e como “normal” por um porta-voz da Prefeitura. E isso resulta mais alarmante que se tivessem exagerado a gravidade.

« #Silvester in #Dortmund: Syrer feiern den Waffenstillstand in ihrem Land. pic.twitter.com/Yxom6nY5QC

— Peter Bandermann (@RN_Bandermann) 31 de dezembro de 2016 »

O diário local Ruhr Nachrichten informou que um grupo de “ao menos cem jovens homens” começaram a lançar foguetes contra uma multidão de visitantes entre as que se encontravam famílias com crianças. Quando a polícia lhes advertiu que deixassem de fazê-lo, os alegres celebrantes dirigiram seus projéteis contra as próprias forças da ordem. Mas o politicamente correto ficava a salvo. O citado cabeçalho falava, ao mesmo tempo, postava na rede social Twitter um vídeo com o título “Sírios celebram a trégua em seu país”, ainda que qualquer que o visse poderia comprovar se tratar de um grupo que portava bandeiras da Al Qaeda e de guerrilhas aliadas ao ISIS na zona ao repetido grito de “Alahu Akbar!”.

Não deixa de ser curioso que a igreja atacada e parcialmente incendiada pelo grupo de imigrantes citados, São Reinaldo, foi protagonista de uma recente notícia que, esta sim, suscitou a indignação da opinião pública ao ser ocupada por um grupo identitário em protesto contra a islamização do país no mês passado. Seu pastor, Friedrich Stiller, denunciou o ato como “uma clara provocação dos neonazistas”, o que ocasionou que os responsáveis do programa de ‘desradicalização’ da cidade, com um saldo de 50.000 euros anuais, exigissem mais fundos.

Em Colônia, protagonista do grosso dos ataques do ano passado, esta Véspera de Ano Novo conseguiu reduzir significativamente o número de assaltos graças a uma enorme presença policial, que realizou numerosas detenções, só para ser atacados na imprensa por representantes políticos por “discriminação”.

__________

Publicado originalmente: La Gaceta – Los sucesos de la Nochevieja europea que la prensa no ha contado

 

Os acontecimentos da Véspera de Ano Novo europeia que a imprensa não contou

Uma ideia sobre “Os acontecimentos da Véspera de Ano Novo europeia que a imprensa não contou

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também

WP-Backgrounds by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann