Em meio à espessa escuridão dos séculos, voltados para o Oriente, em profunda adoração, antecipadamente contemplamos o glorioso triunfo do Deus que se faz menino para conquistar o coração dos homens

Sensus fidei: Em meio à espessa escuridão dos séculos, voltados para o Oriente, em profunda adoração, antecipadamente contemplamos o glorioso triunfo do Deus que se faz menino para conquistar o coração dos homens. “Velátum sub cárne vidébimus; Déum infántem, pánnis involútum, Venite, adorémus, Venite adorémus, Venite, adorémus, Dóminum”. (O Deus invisível de eternal grandeza, Sob véus de humildade, podemos ver. Deus pequenino, Deus envolto em faixas!).

Irmanados pelo verdadeiro espírito da Natal, convidamos nossos leitores a iniciar conosco a Novena de Natal, composta por Santo Afonso Maria de Ligório. Façamos, em nossos lares, nossa igrejas domésticas, a meditação da Novena em família e em seguida rezemos o Santo Terço.

Meditações de Santo Afonso de Ligório para Novena de Natal

1º Dia – 16 de dezembro

Sugestões de cânticos:

Puer Natus

Adeste Fidelis

Dedi te in lucem gentium, ut sis salus mea usque ad extremum terrae.

Eu te estabeleci para luz das gentes, a fim de seres a salvação que eu envio até a última extremidade da terra (Is 49,6).

Considera o Pai celeste dizendo estas palavras a Jesus Menino no momento de sua concepção: Meu Filho, eu te estabeleci para luz das gentes e a vida das nações, a fim de que lhes procureis a salvação, que desejo tanto como se fosse a minha própria. É pois necessário que vos dediqueis inteiramente ao bem do gênero humano: “Dado sem reserva ao homem deveis dedicar-vos inteiramente em benefício dele”. É necessário que sofrais uma pobreza extrema desde o vosso nascimento a fim de que o homem se torne rico: Ut tua inopia dites. É necessário que sejais vendido como um escravo para pagardes a liberdade do homem, e que, como escravo, sejais flagelado e crucificado a fim de satisfazer à minha justiça pelas penas devidas aos homens. É necessário que deis vosso sangue e vossa vida para livrar o homem da morte eterna. Numa palavra, sabei que não sois mais vosso mas do homem, segundo a palavra de Isaías: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um filho. Assim, meu caro Filho, o homem se sentirá constrangido a amar-me e a dar-se a mim, ao ver que vos dou todo a ele, vós meu único Filho, e que me não resta mais nada a dar-lhe. Eis até onde chegou o amor de Deus aos homens! Ó amor infinito, digno somente dum Deus infinito! Jesus mesmo, disse: Deus amou de tal modo o mundo que deu por ele seu unigênito Filho.

A essa proposta Jesus Menino não se entristece, antes se alegra, aceita-a com amor e exulta: Dá saltos como gigante para percorrer o seu caminho. Desde o primeiro instante de sua encarnação, Ele se dá todo ao homem e abraça com alegria todas as dores e humilhações que deve sofrer no mundo por amor dos homens. Essas foram, diz S. Bernardo, as montanhas e as colinas escarpadas que Jesus Cristo teve de escalar para salvar os homens: Ei-lo, aí vem saltando sobre os montes, atravessando os outeiros.

Notemos bem: enviando-nos seu Filho como Redentor e Mediador de paz entre Ele e os homens, Deus Pai obrigou-se de certo modo a perdoar-nos e a amar-nos; entre o Pai e o Filho interveio um pacto em virtude do qual o Pai devia receber-nos em sua graça, contanto que o Filho satisfaça por nós à divina justiça. De seu lado, o Verbo também se obrigou a amar-nos, não por causa do nosso mérito, mas para cumprir a misericordiosa vontade de seu Pai.

Afetos e Súplicas

Meu caro Jesus, se é verdade, como a lei o declara, que se adquire o domínio pela doação, vós me pertenceis porque o vosso Pai vos deu a mim: é por mim que nascestes, a mim fostes dado: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho. Posso pois dizer: Meu Jesus e meu tudo. Já que sois meu, todos os bens me pertencem. O vosso apóstolo me assegura: Como não nos dará também com ele todas as coisas? Por isso, meu é o vosso sangue, meus os vossos méritos, minha a vossa graça, meu o vosso paraíso. E se sois meu quem poderá jamais arrancar-vos de mim? Ninguém poderá tirar-me o meu Deus. Assim dizia com júbilo S. Antão Abade; assim também quero dizer no futuro. É verdade que vos posso perder ainda e afastar-me de vós pelo pecado; mas, ó meu Jesus, se no pas­sado vos abandonei e perdi, arrependo-me agora de toda a minha alma, e estou resolvido a perder tudo, a própria vida, antes que tornar a perder-vos, ó Bem infinito e único amor de minha alma. — Agradeço-vos, Pai eterno, por me terdes dado vosso Filho; e já que mo destes todo, eu miserável dou-me to­do a vós. Pelo amor desse Filho adorável, aceitai-me e prendei-me com cadeias de amor a meu Redentor, mas prendei-me tão estreitamente que possa dizer com o apóstolo: Quem me pode­rá ainda separar de meu Jesus? — E vós, meu Salvador, se sois todo meu, sabei que sou todo vosso. Disponde de mim, e de tudo o que me pertence como vos aprouver. E como poderia eu recusar alguma coisa a um Deus que me não recusou o seu sangue e a sua vida?

Maria,  minha Mãe,  guardai-me sob vossa proteção. Já não quero ser meu, quero ser todo do meu Senhor. A vós compete tornar-me fiel, confio em vós.

Fontes de consulta:

Missa Tridentina em Brasília

Dominus est

Salvem a Liturgia!

NOVENA DE NATAL (Santo Afonso Maria de Ligório) — 1ª Dia

Uma ideia sobre “NOVENA DE NATAL (Santo Afonso Maria de Ligório) — 1ª Dia

  • 16 de dezembro de 2016 em 14:10
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    Amado Deus menino, vénite adoremus.

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