Terminada a confissão, e enquanto orava o Saltério diante da Virgem Maria, da mesma ouviu esta voz: “Oh Helena, Helena, uma dura leoa fostes para mim e meu Filho, de agora em diante sejas à mim uma ovelha, e te farei ser participante de mim e das minhas coisas”

Beato Alano da Rocha (*): Uma mulher foi, segundo o fasto do mundo ilustre de nascimento, mas desprezível pelos costumes. Dos doze anos até os trinta, se mergulhou continuamente na libido, foi de exemplo à todas as meretrizes. E visto que era muito bonita, todos a desejavam, não só pela beleza, mas também pela arte mágica. Por isso teve dinheiro abundante e podia conceder muitíssimas riquezas à dois Condes, o que é verdade, também se parece inacreditável.

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“Saltério de Jesus e de Maria: gênese, história e revelação do Santíssimo Rosário”, pelo Beato Alano da Rocha O.P. (1464 d.C.)

«Jamais me tornarei católica. Dizeis e repetis sempre as mesmas palavras no rosário, e quem repete as mesmas palavras não é sincero»

Essa assassina de almas e corpos, indo as vezes às assembleias para chamar a atenção dos homens ilustres e potentes em si, e parando brevemente, ouviu quem pregasse alguns louvores do Saltério da Virgem Maria. Nestas compreendeu, que o sumo remédio para a conversão dos costumes, seja para uma boa morte, seja para ter divinas revelações, fosse esse Saltério da Virgem Maria. Não erradamente: porque através da Saudação Angélica, se cumpriram as revelações de todos os Profetas.

E a oração do Senhor foi dada aos Apóstolos como excelente forma para obter todos os benefícios de Deus. Ela mesmo se não convertida, pensou em iniciar à orar o Saltério da Virgem Maria, não para se converter, mas para prosperar sempre mais nas suas atividades. Essa meretriz, de nome Helena, saindo com as suas companheiras da Igreja, por acaso encontrou um homem vendendo Saltérios. Ela comprou um e o pendurou na cintura das túnicas inferiores.

Enfim pouco a pouco esta Senhora Helena começou a orar o Saltério, quando tinha tempo livre. E, o tendo pregado por quinze dias, sentiu tanta compunção e temor do juízo e da morte, que, não sendo capaz de resistir, nem de imaginar, nem de dormir, foi se confessar. E se confessou com tantas lagrimas e suspiros, que ao Confessor nunca tinha se manifestado uma coisa deste tipo. Terminada a confissão, e enquanto a mesma orava o Saltério diante da Virgem Maria, da mesma ouviu esta voz:

Oh Helena, Helena, uma dura leoa fostes para mim e meu Filho, de agora em diante sejas à mim uma ovelha, e te farei ser participante de mim e das minhas coisas.

Animada por essas palavras, ela distribuiu aos pobres todas as coisas que tinha: e entrando num claustro, fez uma penitência muito pesada, contando sempre com as consolações divinas; frequentemente via entre as mãos do Sacerdote o Filho de Deus, conhecia as mentes dos homens, previa o futuro.

Verdadeiramente também, depois da comunhão foi vista, não como mulher, mas transformada em Cristo, segundo a palavra do Senhor Jesus Cristo a Agostinho: Não me mudarás em ti, mas tu serás mudado em mim. Sofria muitíssimas tentações dos demônios, mas a Virgem Maria a ajudava a resistir. E dizia Helena, que muito sensivelmente sabia que estas duas orações, o Pater Noster, e a Ave Maria, eram dois pequenos vasos da Divindade, nos quais é contida cada coisa bonita à ser vista, cada coisa suave ao olfato, cada coisa saborosa ao gosto, agradável ao tato, compreensível ao intelecto e desejável ao amor, e através das quais a Trindade consola os fiéis. E acrescentava que existem duas lamparinas, pelas quais os fiéis são iluminados para contemplar as realidades superiores; nos dois cânticos de núpcias considerava atentamente toda a Cúria Celeste e todo o mundo, depois de ter recebido o Corpo do Senhor. De modo que existiam dois grandes Reinos, nos quais existia um Castelo somente, ou seja um Palácio, e por isso ela entendia como um só o universo do Louvor à Maria, etc. Então a Deus fazia reverência com estas duas orações, porque freqüentemente experimentou que toda a Trindade se mostrava ali. E algumas vezes foi dito a ela, que com Culto de latria, eles deviam ser venerados, porque com a mesma adoração, se adora a realidade e o significado das coisas divinas, segundo São Tomas e Santo Agostinho.

E esta Santa Helena progrediu nessas coisas precisamente, que pelo seu exemplo toda a Ânglia foi estimulada à uma grande devoção. Depois de muitos dias, o Senhor Jesus apareceu com a Virgem Maria, e, preanunciando à ela mesma no final, enfim a pegou; enquanto morria também com uma pomba branquíssima a levou as coisas celestes, e aqueles que foram presentes sentiram um odor suavíssimo, e uma alegria espiritual. Eis então, do exemplo dessa Helena, prendeis todos juntos o Saltério da Virgem Maria, para que possais distanciar os pecados, acumular méritos, ter visões divinas, e chegar aos reinos Celestes. Amém.

(*) “Saltério de Jesus e de Maria: gênese, história e revelação do Santíssimo Rosário”, pelo Beato Alano da Rocha O.P. (1464 d.C.)

“Saltério de Jesus e de Maria: gênese, história e revelação do Santíssimo Rosário”,
pelo Beato Alano da Rocha O.P. (1464 d.C.)

Direitos autorais: O livro pode ser baixado livremente, mas não deve ser reproduzido para fins comerciais. Localiza-se no mercado, mas não tem nenhuma consideração ou direitos de autor para todos aqueles que tenham participado na sua elaboração. Queremos respeitar a letra da vontade “da Madonna do Rosário, que, nas visões do Beato Alano disse que não queria circulação de dinheiro em sua fraternidade. Para garantir esse ideal o livro do Beato Alano foi arquivado junto à SIAE Roma. Para qualquer informação (especificando como Beato Alano) por favor escreva para: beatoalano@hotmail.it. Esta obra recém nascida, ainda necessita de melhorias e correções, que se reservam para uma segunda edição. Pede-se aos latinistas e aos leitores, a bondade de indicar eventuais erros e possíveis traduções diferentes de passagens ainda pouco claras. Disponibiliza-se com tal objetivo um endereço eletrônico de contato: donrobertopaola@virgilio.it. É possível consultar também o site web: www.beatoalano.it

         

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  • 12 de outubro de 2016 em 20:54
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    Converte-nos e salva-nos, Senhor, todos os dias.

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