Bruno não se importa se o mundo saiba que Francisco estava envolvido em uma operação de fraude eclesial massiva, culminando em um documento que ataca os próprios fundamentos da ordem moral reduzindo a lei natural a uma “lei geral” e a indissolubilidade do casamento a um “ideal”

Forte

Christopher A. Ferrara — Remnant | Tradução Sensus fidei: O arcebispo Bruno Forte, escolhido a dedo pelo Papa Bergoglio como Secretário Especial para as duas sessões do Falso Sínodo, é um homem muito arrogante. Porque só a suprema arrogância explicaria a sua inserção reportada no relatório intermediário do Falso Sínodo de 2014 (com a aprovação de Francisco), aquelas declarações infames sobre “avaliar” a “orientação homossexual” e reconhecer que “as uniões homossexuais” podem fornecer um “apoio valioso para a vida dos parceiros” como eles habitualmente praticam a sodomia.

E somente a suprema arrogância poderia explicar a revelação contundente de Bruno sobre o que, de qualquer maneira, sabemos há muito tempo: que todo o “processo sinodal” foi manipulado por Francisco para empurrar o seu projeto de estimação até o seu resultado predeterminado: uma “exortação apostólica” pós-sinodal que permite a admissão dos divorciados “recasados” à santa comunhão, assim como foram admitidos durante o exercício de Francisco no arcebispado de Buenos Aires.

Na sua suprema arrogância, Forte não viu nenhum inconveniente em informar os participantes da conferência de imprensa de 3 de maio sobre Amoris Laetitia, que durante o Sínodo, Francisco fez uma piada (“one battuta”), dizendo que “se falamos explicitamente sobre a comunhão para os divorciados recasados criamos uma tremenda confusão”. Então, Francisco disse a Bruno: “não falaremos sobre isso abertamente; façamo-lo de tal maneira que as premissas estejam ali, depois eu tirarei as conclusões”.

Ao que Bruno acrescentou: “típico de um jesuíta”. A nota de imprensa observa que Bruno quis dizer com isto que Francisco o jesuíta mostrara uma “sabedoria que permitiu o amadurecimento necessário para chegar até Amoris Laetitia”. Este comentário se encaixa perfeitamente com a declaração do próprio Francisco — ou, mais apropriadamente, sua advertência — no final do Falso Sínodo de 2014: “agora nós ainda temos um ano para amadurecer, com verdadeiro discernimento espiritual, as ideias propostas, e encontrar soluções concretas para tantas dificuldades e inúmeros desafios que as famílias devem enfrentar.”

Mais uma vez, Forte não diz nada que já não estivesse perfeitamente óbvio: que o Falso Sínodo foi meramente um veículo para entregar o que Francisco já tinha decidido fazer. No entanto, o surpreendente da confissão de Bruno é a sua completa falta de preocupação em revelar explicitamente ao mundo que a “viagem sinodal” foi um exercício de astúcia e engano projetado para esconder aos fiéis e alguns poucos oponentes da hierarquia o que Francisco tinha em mente desde o início de seu pontificado, quando já elogiara da sacada de São Pedro, durante o seu primeiro Angelus, a “teologia da misericórdia” do Cardeal Kasper.

Em outras palavras, Bruno simplesmente não se importa se o mundo saiba que Francisco estava envolvido em uma operação de fraude eclesial massiva, culminando em um documento que ataca os próprios fundamentos da ordem moral reduzindo a lei natural a uma “lei geral” e a indissolubilidade do casamento a um “ideal”.

Do que se deduz que Francisco tampouco se importa, porque, naturalmente, não negarão a revelação do Forte e nunca negarão a revelação da mulher argentina a quem Francisco deu permissão telefônica para receber a Sagrada Comunhão, embora ela vivesse em adultério com um homem divorciado. Francisco, simplesmente, disse à mulher para que fizesse o que ele já havia planejado permitir a toda a Igreja universal — mas só em “certos casos” (código Novus Ordo para se redefinir imediatamente todos os casos).

A revelação de Bruno é significativa por uma outra razão: ela confirma a total inutilidade de pedir a Francisco uma “interpretação legítima” de Amoris Laetitia que reafirme o ensinamento imutável da Igreja sobre a impossibilidade de admitir aos sacramentos os adúlteros públicos. Por que Francisco “interpretaria” o seu próprio documento de uma maneira totalmente contrária ao objetivo de toda a sua estratégia e conspiração junto a pessoas como Forte? Na ditadura da misericórdia bergogliana, não há apelo à justiça.

Cristhopher A. Ferrara.

Publicado originalmente: Remnant — Pope’s Forte: Spilling the Beans

O Forte do Papa: soltando a língua

Uma ideia sobre “O Forte do Papa: soltando a língua

  • 14 de maio de 2016 em 15:56
    Permalink

    E que Deus tenha piedade de nós.

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