A ordenação da sagrada liturgia depende exclusivamente da autoridade da Igreja que em cada diocese é exercida pelo Bispo diocesano (cannon 838, par. 1 de Código de Direito Canônico), a quem corresponde dar normas obrigatórias em matéria litúrgica para todos os fiéis da porção da Igreja a ele confiada (cannon 83,8, par. 3 do Código de Direito Canônico, cf. Instrução Redemptoris Sacramentum, n. 19), atendendo às necessidades concretas da mesma e para o bem das almas

PadreEucaristia

Adelante la Fe | Tradução Sensus fidei: Já há algum tempo foi anunciada de forma tácita e verbal a supressão da comunhão na mão na Diocese de Oruro (Bolívia), agora foi oficializado mediante um decreto episcopal, constituindo este fato um autêntico marco excepcional de valentia por parte de Monsenhor Bialasik. Deve-se observar que os próprios sacerdotes em qualquer parte do mundo, sem necessidade de permissão superior alguma, podem escolher recusar o risco individual de profanação eucarística. Acaso não há risco de profanação a cada vez que se dá a comunhão na mão e que partículas caiam ao chão e sejam pisoteadas, especialmente quando vemos que 99% dos que a recebem não fazem a menor observação se ficou algum resto em suas mãos? Acaso não há risco de profanação demonstrado na Espanha na sequência do recente escândalo do “artista” que roubou formas consagradas? Esperamos que o valor de Mons. Bialasik seja exemplo para muitos. Parabéns, Monsenhor!

DECRETO DE COMUNHÃO na boca

No. 001/16

Krzysztof J. BISPO Bialasik

PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA

Bispo da Diocese de Oruro – BOLÍVIA

CONSIDERANDO que a Lei da Igreja afirma:

  1. Que receber a comunhão na boca é a lei universal da Igreja, tal e como recorda a Instrução Memoriale Domini e immensae caritatis (29 de maio de 1968: AAS 61, 1969, 541-546, 29 de janeiro de 1973: AAS 65, 1973, 264-271; cf. também a instrução Redemptoris Sacramentum, sobre algumas coisas que se devem observar ou evitar acerca da Santíssima Eucaristia, ditada em 25 de março de 2004, n. 92; Cf. Missale Romanum, Institutio Generalis, n. 161.) onde se consagra como regra geral a forma tradicional de distribuição na boca, e o faz (parágrafo 8) “não somente porque se apoia em uso tradicional de muitos séculos, mas, principalmente porque expressa a reverência dos fiéis para a Eucaristia”, mas também (parágrafo 10) porque “se garante com maior eficácia a distribuição da sagrada Comunhão, com a reverência, o decoro, e a dignidade que convém, para afastar de todo perigo de profanação das espécies eucaristias”.
  2. Que a comunhão na mão é permitida somente como um alívio a esta lei universal que a Santa Sé pode conceder caso a caso a uma Conferência Episcopal quando ela o peça (Congregação para o Culto Divino, prot. N. 720/85: Notificação acerca da comunhão na mão, de 3-IV-1985).
  3. Que a ordenação da sagrada liturgia depende exclusivamente da autoridade da Igreja que em cada diocese é exercida pelo Bispo diocesano (cannon 838, par. 1 de Código de Direito Canônico), a quem corresponde dar normas obrigatórias em matéria litúrgica para todos os fiéis da porção da Igreja a ele confiada (cannon 83,8, par. 3 do Código de Direito Canônico, cf. Instrução Redemptoris Sacramentum, n. 19), atendendo às necessidades concretas da mesma e para o bem das almas.
  4. Que tanto a Instrução Redemptoris Sacramentum (n. 92) como a Sagrada Congregação do Culto Divino e Dis. Sacramentos (dubium: notitiae 35 (1999) pp. 160-161.) insistem em que “Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão”.
  5. VISTO que insistir na prática geral da comunhão na boca é mais conveniente à recepção mais devota da Eucaristia e sustentar a fé na presença real e substancial de Jesus Cristo na mesma, mas também para evitar as profanações do Corpo de Cristo, uma vez que tem sido notado ultimamente que há pessoas que não consomem a Sagrada Forma no momento de recebê-la, e a querem levar para fora do templo com fins desconhecidos (cf. Minha homilia da missa de 16 de agosto de 2015).

DECRETO

REAFIRMAMOS PARA A DIOCESE DE ORURO A OBRIGAÇÃO DE SEGUIR A LEI GERAL DA IGREJA DE RECEBER A COMUNHÃO NA BOCA, NÃO SENDO DE APLICAÇÃO O INDUTLO DE PODER COMUNGAR NA MÃO.

Comunique-se e publique-se a quem corresponda e arquive-se. Dado na Sede Episcopal, na Solenidade da Epifania do Senhor, em 06 de Janeiro no Ano do Senhor 2016.

Rev. Pbro. Ludgardo Carlos Ortíz
Canceler da Diocese de Oruro

Mons. Krzysztof Janusz Bialasik, SVD
Bispo da Diocese de Oruro

EXCLUSIVO: Decreto de Monsenhor Bialasik proibindo a Comunhão na mão

2 ideias sobre “EXCLUSIVO: Decreto de Monsenhor Bialasik proibindo a Comunhão na mão

  • Pingback: Comunhão na mão: O chão manchado de sangue

  • 2 de fevereiro de 2016 em 19:51
    Permalink

    Perfeito Senhor Bispo. Além de receber a hóstia santa na boca, cabe lembrar: “…Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, diante de mim todo o joelho se dobrará e toda língua confessará que Eu Sou Deus…”, Romanos 14,11. Assim, falta dobrar os joelhos em reverência a Nosso Senhor.

    Resposta

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